A competitividade industrial europeia em risco: a revisão das ETS State Aid Guidelines é uma oportunidade que não se pode perder!

Os custos indiretos de CO₂, refletidos nos preços da eletricidade, colocam os setores fortemente dependentes de energia numa desvantagem estrutural face à concorrência internacional.

Em 2024, o preço médio da eletricidade industrial na Europa rondou 0,15 €/kWh, enquanto que nos EUA e na China esse valor foi apenas 0,05 €/kWh.

A esta pressão acresce o aumento contínuo do “preço do carbono”: quando as atuais ‘ETS State Aid Guidelines’ foram adotadas em 2020, baseavam-se em 25 €/tCO₂; hoje os preços situam-se entre os 80–100 €/tCO₂. Este desfasamento acentua os riscos de ‘carbon leakage’, perda de empregos e fragilização das cadeias de valor estratégicas.

Saudamos, por isso, o anúncio da Comissão Europeia de rever até ao final do ano as ETS State Aid Guidelines, com a possibilidade de incluir novos setores elegíveis para compensação de custos indiretos.

É fundamental que este processo decorra com transparência e cooperação com as indústrias afetadas. Só assim poderemos assegurar condições de competitividade justas, preservar emprego em setores estratégicos como o da nutrição vegetal e manter um papel central da Europa em matérias de soberania alimentar e sustentabilidade ambiental.

Na ANPIFERT, trabalhamos de forma coordenada com as demais associações europeias e com a Fertilizers Europe para promover estes objetivos estratégicos para a indústria europeia.

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